Os golpistas contra o mandato eleito

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Conselho de Administração da Celesc consolida golpe, cassa mandato legítimo do diretor comercial eleito pelos celesquianos e aprova realização de novas eleições

Na última quinta-feira, dia 12, o Conselho de Administração da Celesc consolidou o golpe contra o mandato do Diretor Comercial. Eleito democraticamente em 2018 para um mandato de três anos, Antônio Linhares teve o mandato cassado em uma articulação do Presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins com apoio de toda a Diretoria, incluindo os Diretores empregados Fábio Valetim, Pablo Cupani e Sandro Levandoski.

O golpe é uma tentativa antidemocrática de retirar de dentro da Diretoria Colegiada um trabalhador que não aceitou participar dos ataques aos direitos dos celesquianos e à Celesc Pública. Além de consolidar o golpe, ignorando o parecer jurídico apresentado pelo Representante dos Empregados no Conselho de Administração da Celesc, Leandro Nunes, o Conselho aprovou uma nova eleição, desrespeitando, novamente, o voto dado pelos celesquianos em 2018.

A postura autoritária e antidemocrática do Presidente da Celesc é conhecida dos trabalhadores. Com truculência, o presidente tem conduzido a administração em constantes ataques aos trabalhadores. Infelizmente, neste processo, desejos individuais foram colocados acima do coletivo e deram suporte ao desrespeito do voto dos trabalhadores.

O golpe no mandato do Diretor eleito só foi arquitetado e concluído porque a administração conseguiu um celesquiano para chamar de seu candidato, colocando um fantoche da administração para validar este processo ilegítimo. Os sindicatos da Intercel sempre defenderam os mandatos eleitos pelos trabalhadores. Este não é o primeiro atentado da história contra a Diretoria Comercial.

Em 2009 uma tentativa de cassação e extinção da Diretoria foi rechaçada pela mobilização dos sindicatos da Intercel, mantendo o direito dos celesquianos elegerem entre seus pares um trabalhador para representá-los. Desta vez não será diferente. O golpe contra o mandato do Diretor Comercial é mais um passo para a privatização da Celesc, admitida até mesmo pelo próprio governador (veja matéria nesta edição). É preciso consciência e união dos trabalhadores para, novamente, derrotar o golpe.

A Intercel contestará juridicamente a cassação do mandato e a realização da nove eleição, defendendo o respeito ao voto dos celesquianos. Enquanto corre o processo, a Intercel apoiará a manutenção do mandato do atual Diretor, em todas as instancias necessárias. Para os sindicatos da Intercel, é dever de cada trabalhador defender o mandato derrotando a farsa da nova eleição e o golpe do presidente Cleicio.

Nesta mesma lógica os sindicatos consideram que qualquer um que, colocando seus interesses pessoais acima da luta pela Celesc Pública, trabalhando contra o atual mandato, estará traindo todos os celesquianos e servindo de fantoche para que esta diretoria continue a atacar os trabalhadores e encaminhar a privatização da Celesc.

O golpe contra o mandato do Diretor Comercial é prenúncio para o golpe contra o Representante dos Empregados no Conselho de Administração da Celesc. Já tentado pelos conselheiros do governo, o golpe buscar retirar de dentro do colegiado uma representação que tem capacidade de mobilizar os trabalhadores contra os desmontes e desmandos de quem quer vender a empresa. Este é o momento de união e de defender os mandatos eleitos democraticamente e defender a Celesc Pública.

Qualquer um que, colocando seus interesses pessoais acima da luta pela Celesc Pública, se candidatar ou fizer campanha contra o atual mandato, estará traindo todos os celesquianos e servindo de fantoche para que esta diretoria continue a atacar os trabalhadores e encaminhar a privatização da Celesc.

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