Operação da Polícia Federal investiga ex-gestores da Celos

Operação apura gestões passadas e não atinge estrutura atual da Fundação


A Fundação Celesc de Seguridade Social (Celos) divulgou nota de esclarecimento após a deflagração da Operação Sem Lastro, conduzida pela Polícia Federal, que apura possíveis irregularidades relacionadas à gestão da entidade em décadas anteriores. Segundo a Fundação, as investigações concentram-se em investimentos realizados entre 2004 e 2011 e envolve, até o momento, um ex-gestor.

De acordo com a Celos, não há qualquer integrante da atual Diretoria Executiva, do Conselho Deliberativo ou do Conselho Fiscal entre os alvos da operação. A entidade também ressaltou que nenhuma de suas unidades foi objeto de mandados ou medidas policiais no âmbito da investigação.

A Fundação destacou ainda que mantém uma postura de colaboração com os órgãos de controle e fiscalização. Ao longo dos anos, segundo a nota, foram prestadas todas as informações solicitadas tanto à Polícia Federal quanto à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), reforçando o compromisso institucional com a transparência.

Outro ponto enfatizado pela Celos é que os fatos investigados ocorreram há mais de 15 anos e não têm relação com a atual carteira de investimentos da Fundação.

A entidade afirma que os ativos dos planos previdenciários e de saúde são monitorados de forma contínua, seguindo as normas vigentes e sob acompanhamento dos órgãos de governança.

Para a atual gestão, o momento exige atenção, mas também responsabilidade na condução e na apuração dos fatos. A Fundação reiterou seu compromisso com a boa governança, a conformidade regulatória e a segurança dos planos administrados, buscando tranquilizar participantes e assistidos quanto à solidez da entidade.

A Celos informou que seguirá acompanhando os desdobramentos da operação e que manterá seus participantes informados sobre qualquer fato relevante. Também reforçou que seus canais de atendimento permanecem disponíveis para esclarecimentos.

Importante registrar, ainda, que o processo conduzido pela Polícia Federal permanece em fase de investigação.

Somente ao final desse processo o delegado responsável produzirá um relatório final, concluindo se há ou não indícios de autoria e materialidade para envio ao Ministério Público — titular de uma eventual ação penal contra os envolvidos.

Os sindicatos integrantes da Intercel também acompanharão o andamento da investigação e manterão os celesquianos ativos e aposentados informados.

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