Negociações do ACT 2020/2022 prosseguem em reunião do CNE com a Eletrobras

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A data base dos Eletricitários em 1º de maio, está garantida por protestos judiciais devidamente apresentados pelo CNE desde o início das negociações. O ACT continua vigente mediante sucessivas prorrogações obtidas pelo CNE junto à Eletrobras, muito em função da pandemia de COVID-19, e a disposição das entidades sindicais que compõem o CNE que tem atuado de maneira cuidadosa para garantir a aplicabilidade do ACT pelo maior prazo possível, sendo que a última prorrogação está assegurada até 15/12/2020, com exceção de algumas cláusulas que dependerão do desfecho da negociação.

A mesa de negociação, até o momento, contou com todas as entidades representativas dos trabalhadores, associações, sindicatos, intersindicais e federações. E prossegue nesta terça feira, 24/11 quando ocorre nova rodada. Para esta reunião o Coletivo Nacional dos Eletricitários-CNE ainda aposta ser possível construir uma saída negociada, conforme autorização dada pelos trabalhadores em assembleias que rejeitaram as propostas apresentadas pela Eletrobras até então.

O CNE pretende demonstrar à Eletrobras que há saídas possíveis para o impasse, indicando premissas e caminhos possíveis de serem trilhados na negociação até que se chegue a um bom termo, possível de ser assimilado tanto pelos trabalhadores como pela administração da Eletrobras. Estudos para uma proposta neste sentido têm sido feitos cuidadosamente pelos representantes do CNE na comissão que avalia os planos de saúde.

O plano de saúde é o principal ponto de divergência para a concretização de um acordo que preserve os direitos e benefícios da categoria. Os parâmetros para a elaboração de uma proposta são as observações e reações manifestadas pelos trabalhadores nas assembleias. Qualquer que seja a postura da Eletrobras, os desdobramentos da negociação serão objeto de avaliação e deliberações das assembleias, depois de novamente esgotadas as tratativas de construção de uma proposta.

Em caso de fracasso das negociações, aí sim, como sempre, o CNE apontará o caminho a ser deliberado nas assembleias. Seja ele qual for, a decisão será sempre dos trabalhadores. A mobilização, a greve ou mesmo a via judicial, também podem vir a ser o destino final do ACT, mas compete às entidades que representam os verdadeiros interesses da categoria, buscar a melhor solução até que todas as possibilidades estejam esgotadas. Lavar as mãos, e jogar para o Judiciário antes de exaurir as possibilidades é fugir da responsabilidade.

Apoie seu sindicato, seja solidário, entre nesta luta.

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