MST: Assentamento em SP sofre atentado criminoso
Movimento luta por reforma agrária e acesso a direitos básicos
Intercel e Intersul lamentam profundamente e exigem rigorosa investigação do atentado contra o Assentamento Olga Benário, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), na última sexta-feira (10) em Tremembé (SP). Moradores relatam que, por volta das 23h, carros e motos invadiram o espaço e atiraram em oito pessoas, dois morreram e seis ficaram feridos.
O diretor nacional do MST, Gilmar Mauro, explicou em entrevista ao Brasil de Fato, possíveis motivações para o crime: “Essa é uma região de alguns assentamentos muito próximo às áreas urbanas e onde há uma pressão da especulação imobiliária muito intensa, articulada com políticos locais, também com milícia, para adentrar nos nossos territórios e tomar alguns lotes”.
O propósito do MST: O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) surgiu em 1984 e se tornou o maior movimento social popular brasileiro e latino-americano. A principal luta do MST é evocar a lei, o código agrário e os direitos constitucionais que zelam para que todo ser humano tenha direito à moradia, acesso à educação, saúde e alimentação. Atualmente, o Movimento possui 185 cooperativas, 120 agroindústrias, 1900 associações, é representado por 400 mil famílias assentadas e, destas, 70 mil estão acampadas.
Com a conquista das terras antes inutilizadas por grandes latifundiários, o MST se tornou o maior produtor de arroz sem agrotóxicos da América Latina, segundo o Instituto Riograndense de Arroz (Irga), com cerca de 16 toneladas por ano. No Sul e Sudeste vivem 5,5 mil famílias assentadas do MST produtoras de leite. Os laticínios – somando produtos como queijo, iogurte, manteiga e requeijão – beneficiam 37 milhões de litros de leite por mês, alimentando, neste período, cerca de três milhões de pessoas.
Nesta quinta-feira (16) o Coordenador Geral do Sinergia, Tiago Vergara, participará do Encontro Estadual do MST, em Fraiburgo. Acompanhe o que aconteceu no encontro na próxima edição do Linha Viva.
Com informações: Brasil de Fato e MST.


