MAB inaugura reassentamento Nossa Senhora das Graças, em Curitibanos

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Sinergia participou do ato no último sábado, 7 de maio, na região serrana catarinense

O Movimento dos Atingidos por Barragens, MAB, inaugurou no último sábado, dia 7, o Reassentamento Nossa Senhora das Graças, em Curitibanos, na região serrana catarinense. O Sinergia prestigiou o ato junto a companheiras e companheiros de outros sindicatos e movimentos sociais, como o Sinte/SC e o Movimento Sem Terra. O bispo da Diocese de Lages, Dom Guilherme Werlang, MSF, e o deputado estadual Padre Pedro Baldissera (PT), também participaram e conduziram a mística do encontro.

As famílias reassentadas em Curitibanos foram atingidas pela construção da UHE São Roque, no Rio Canoas, e vinham travando uma luta de vários anos junto ao Grupo Engevix, responsável pela obra, para que tivessem seus direitos e reivindicações atendidos. De acordo com Marisa Prado, natural de São José do Cerrito, uma das atingidas que conquistou o direito ao reassentamento, “este ato é um momento de confraternização, pois foi uma conquista coletiva de nove anos de lutas. Graças a Deus a gente conseguiu, estamos aqui com nossas casas e nossas famílias, mas continuamos na luta”.

Já Pedro Melchior, membro da Coordenação Nacional do MAB, lembrou que “são mais de dez anos de história de construção dessa barragem, e foram feitas muitas lutas e muita organização para que os atingidos pudessem conquistar os seus direitos de reassentamento e indenizações. E, nesse momento, a barragem está fechando um lago, e ainda há muitos problemas no entorno deste processo, muitas pendências a serem resolvidas. E o MAB está articulado com a Plataforma Operária e Camponesa para Água e Energia (POCAE), junto com outros movimentos sociais e realizamos este ato de comemoração desse reassentamento, que é uma grande conquista, que vai melhorar a vida das famílias atingidas por essa barragem”.

Mario Jorge Maia, o Marinho, Coordenador Geral do Sinergia, explicou que “desde os anos 80, o Sinergia tem sido parceiro de lutas do MAB”, e que “a luta por direitos dos trabalhadores eletricitários é tão importante quanto a luta dos trabalhadores do campo que são expulsos da sua terra para a construção das barragens”. Marinho também explicou no ato que “o preço da luz, de fato, é muito alto e gera muito lucro, mas que esse lucro alto não vai para o bolso dos trabalhadores eletricitários”. E que “as empresas de energia públicas nem sempre fazem seu trabalho da forma mais exemplar, mas, ainda assim, fazem um trabalho muito melhor, respeitando mais as comunidades do que as empresas privadas”. Marinho, por fim, elogiou a atuação do MAB, pelas lutas e pelos estudos que fazem no campo da energia.

A área inaugurada no último sábado teve a sua delimitação de terras iniciada em outubro passado. As doze famílias reassentadas definiram, a partir dessa conquista, as áreas de plantio, casas e galpões, que foram construídos através de mutirões coletivos. O trabalho coletivo gerou economia e possibilitou que as casas, que seriam construídas de madeira, fossem feitas de alvenaria.

“São mais de dez anos de história de construção dessa barragem, e foram feitas muitas lutas e muita organização para que os atingidos pudessem conquistar os seus direitos de reassentamento e indenizações.

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