INTERCEL SE REÚNE COM DIRETORIA PARA SUSTENTAÇÃO DE RECURSO DA PLR 2025

A Intercel se reuniu na última quarta-feira, 27 de maio, com o Diretor Administrativo, Moisés Diersmann, e o Diretor de Planejamento, Lino Pedroni Jr., para sustentação do recurso referente à Participação nos Lucros e Resultados de 2025.

O recurso contesta dois pontos centrais do cálculo da PLR 2025: a inclusão do indicador DGC Conjuntos na Parcela Base e os impactos da migração de sistemas sobre os indicadores da Parcela Adicional.

Meta inalcançável

Na negociação do Acordo Coletivo de PLR 2025, a Diretoria da Celesc defendeu a inclusão do indicador DGC Conjuntos na Parcela Base dos trabalhadores, argumentando o aumento do foco regulatório da Aneel sobre o tema. Os sindicatos, porém, demonstraram que a meta associada ao indicador é estruturalmente inalcançável pela categoria.

Ao longo de 2025, o indicador só atingiu o resultado esperado no último mês do ano. Para a Intercel, as razões são claras: déficit de investimentos em automação de rede, quadro de pessoal defasado e alta dependência de serviços terceirizados. Fatores que fogem completamente ao controle dos trabalhadores.

A assimetria entre diretoria e empregados também foi destacada. Apenas duas das diretorias da Celesc — DDI e DGR — tinham o DGC Conjuntos em seus próprios contratos de gestão para fins de remuneração variável.

Os trabalhadores, portanto, arcaram sozinhos com as consequências de um indicador que a própria gestão não priorizou de forma isonômica. Diante disso, a Intercel reivindica que o indicador seja considerado plenamente cumprido para efeitos de cálculo da PLR 2025.

Migração de sistemas prejudicou indicadores operacionais

A Parcela Adicional da PLR, que pode multiplicar em até 45% o valor final recebido pelos trabalhadores, é calculada com base nos Acordos de Desempenho das Agências Regionais e Departamentos da Administração Central. Segundo os sindicatos, boa parte dos indicadores que compõem esses acordos foi diretamente prejudicada pelos problemas gerados pela migração de sistema ocorrida em 2025 — entre eles, prazos de serviços comerciais, indicadores de reclamação, nível de serviço comercial, recuperação de energia e de inadimplência.

Neste ponto, o recurso da Intercel reforça as contestações já apresentadas pelas Comissões de Gestão e Resultados, instâncias criadas a partir dos Congressos dos Empregados da Celesc e compostas, em parte, por representantes eleitos pelos próprios trabalhadores.

Próximos passos

A avaliação da Intercel sobre a reunião é positiva. Os dois diretores presentes demonstraram sensibilidade aos argumentos apresentados. A decisão final, no entanto, caberá à Diretoria Colegiada da Celesc, que se reúne no dia 9 de junho. Após essa data, a Intercel será formalmente comunicada sobre o resultado do recurso.

Intercel debate futuro da Celesc com novo

Diretor Comercial eleito pelos trabalhadores A Intercel reuniu-se na tarde desta quarta-feira, 27 de maio, em Florianópolis, com o Diretor Comercial Wagner Vogel, eleito pelos empregados da empresa. O encontro havia sido solicitado pela entidade com o objetivo de debater temas estruturantes para a continuidade da Celesc como empresa pública.

Na abertura da reunião, o diretor traçou um panorama da área sob sua responsabilidade. Vogel reconheceu a existência de distorções no atendimento comercial e apontou a necessidade de ampliar o quadro de pessoal, atendentes e assistentes administrativos, tanto nas agências regionais, e na administração central. Para o diretor, a recomposição do efetivo próprio é condição indispensável para reverter o atual cenário e restaurar a qualidade do serviço prestado à população.

Um dos temas centrais do encontro foi a situação do Projeto Conecte. Vogel informou que a Diretoria Comercial assumiu recentemente o controle do projeto, até então gerido pela Diretoria Administrativa. O diretor reconheceu que o sistema ainda apresenta diversos problemas e afirmou que estuda a adoção de medidas de médio e longo prazo para equacioná-los. Ao caracterizar o momento atual, Vogel foi direto: a Celesc está em situação de estabilidade no Conecte — mas em um patamar crítico, o que exige atenção contínua e ações concretas.

A Intercel também trouxe à mesa suas preocupações com o avanço da terceirização nas Agências Regionais e na Administração Central. A entidade avalia que a substituição progressiva de trabalhadores do quadro próprio por prestadores de serviços terceirizados enfraquece a estrutura pública da empresa e abre caminho para processos de privatização.

Os representantes sindicais cobraram do diretor uma posição clara sobre os limites da terceirização e a valorização do emprego público na Celesc.

Ao encerrar o encontro, Wagner Vogel reafirmou seu compromisso com o caráter público da Celesc e com os trabalhadores que o elegeram para o cargo. A postura foi bem recebida pela Intercel, que reiterou sua disposição ao diálogo e sua atuação em defesa de uma empresa que respeite seus empregados e atenda a sociedade catarinense com responsabilidade e qualidade.

A Intercel acompanhará de perto os desdobramentos dos temas debatidos, em especial as medidas anunciadas para o Conecte, a evolução do quadro de pessoal e os rumos da política de terceirização na empresa.

Os dois diretores sensibilidade aos argumentos apresentados. A decisão final, no entanto, caberá à Diretoria Colegiada.”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.