Golpe contra mantado dos trabalhadores eleitos

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Diretoria aprova deliberação instituindo novo processo eleitoral, desrespeitando o mandato eleito pelos celesquianos

O projeto autoritário do Governo do Estado à Celesc passa pela destruição de todas as instâncias de resistência que existem na empresa. Foi com esta intenção que a Diretoria da Celesc atacou os sindicatos da Intercel e a estrutura sindical no Acordo Coletivo de Trabalho 2019/20. Nesses novos tempos, não há espaço para debate e a diretoria corre para achar meios de destruir as representações dos trabalhadores. O foco atual do Presidente Cleicio é caçar o mandato do Diretor Comercial eleito, único diretor que tem respeitado sua história como celesquiano de carreira e feito a defesa dos trabalhadores em uma diretoria que aparenta ter mais apego ao cargo do que com a Celesc Pública e os celesquianos.

Amparado em um parecer equivocado da PGE, induzido ao erro pela consulta realizada pelo presidente, que mente ao informar que o regulamento eleitoral não prevê prazo de mandato, e ignora o parecer jurídico independente apresentado pelo Representante dos Empregados no Conselho de Administração, a Diretoria aposta as fichas em uma nova eleição para derrubar a oposição.

Aprovada em 28 de novembro, a deliberação 113/2019, assinada pelo presidente e pelos Diretores André Pereira, Claudine Furtado, Sandro Levandoski, Pablo Cupani e Fábio Valentim autoriza o encaminhamento para o Conselho de Administração, na reunião que acontece hoje, dia 12 de dezembro, deliberar pela realização de uma nova eleição. O breve tempo que esta diretoria está à frente da Celesc tem demonstrado seu ódio pela participação dos trabalhadores na gestão da empresa.

Demonstra, também, que a Diretoria é intolerante e agressiva com críticas e com o contraditório, fazendo de tudo para perseguir as representações democraticamente eleitas. Aliás, a postura do presidente é bastante condizente com a de sua condição: um indicado político na presidência da Celesc e que nunca passou pela aprovação dos trabalhadores, utilizando o medo e a violência como forma de coação.

Para os sindicatos da Intercel, o atentado contra o mandato do atual Diretor eleito é um atentado contra o direito democrático, garantido pelo estatuto social e pela constituição do Estado de Santa Catarina, dos trabalhadores elegerem entre seus pares um celesquiano para ocupar a diretoria comercial. É, também, reflexo de uma diretoria que desrespeita a história e as conquistas dos trabalhadores.

Não é a primeira vez que uma administração tenta caçar um mandato de um diretor eleito. Infelizmente, é a primeira vez que ela tem auxílio de empregados do quadro própria para atentar contra o direito de todos. As assinaturas dos diretores de Distribuição, Geração e Novos Negócios e Assuntos Regulatórios e Jurídicos demonstra, novamente, a traição aos celesquianos. Pior: esse golpe não seria construído se o presidente não tivesse um “testa de ferro”, um trabalhador disposto a contribuir com o golpe e concorrer nesse processo eleitoral, apoiado pela Diretoria, mesmo que finja não ser.

A Intercel não aceitará mais este atentado contra os celesquianos. O Diretor Comercial, Antônio Linhares foi eleito pelos trabalhadores e deve cumprir o mandato para o qual os trabalhadores o indicaram. A proposta de uma nova eleição é ilegítima, típica de quem utiliza a companhia de acordo com a conveniência, apontando como próximo passo o ataque à representação dos empregados no Conselho de Administração da Celesc. Ao mesmo tempo que tenta retirar a única voz dissonante de dentro da Diretoria, o Presidente da Celesc e o Governador do Estado articulam um golpe contra o mandato do Conselheiro eleito, buscando abrir caminho para privatizar a Celesc.

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