Gestão da periculosidade não pode virar assédio nem trazer danos ao atendimento à população

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Representantes da Diretoria afirmam que corte de periculosidade denunciado não é orientação da central

A reunião da Comissão de Recursos Humanos realizada no dia 22, na sede da Celesc, foi marcada pela postura intransigente e pelas ameaças da Diretora de Gestão Corporativa, Claudine Furtado Anchite, aos dirigentes sindicais e aos trabalhadores. Entretanto, a ausência da Diretora em grande parte da reunião fez com que assuntos de grande importância como a Periculosidade dos celesquianos fossem registrados.

Denunciada pela categoria aos sindicatos da Intercel, a “nova gestão” da periculosidade trazia velhas práticas que já deram errado. Corte de periculosidade no mês de férias, rodízio de periculosidade e uma série de ameaças de outrora voltaram à tona, sob justificativa de redução de custos. Na reunião da CRH os dirigentes sindicais reafirmaram a posição histórica: a periculosidade deve ser paga aos trabalhadores que se expõem a risco e que qualquer gestão que impeça os trabalhadores de executarem suas atividades com o único intuito de redução de despesas é assédio e compromete o atendimento à sociedade catarinense.

De acordo com a representação da Celesc na CRH, há uma deliberação para gestão da periculosidade, mas não foi repassada nenhuma orientação sobre corte em férias, impedimento de trabalho em campo nem rodízio. Segundo a manifestação, estas propostas são de responsabilidade das próprias regionais e não orientação da Central e a Diretoria fará contato com as agências para orientar e esclarecer o assunto.

A Intercel reafirmou a necessidade de pagamento correto da periculosidade, respeitando os trabalhadores e primando pelo atendimento de qualidade à sociedade catarinense. Os sindicatos continuarão fiscalizando a situação, resguardando os direitos da categoria e lutando contra os retrocessos denunciados pelos trabalhadores.

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