Eletricitários vão deliberar sobre greve por tempo indeterminado

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Eletrobras quer o fim das garantias contra demissão em massa no ACT

Foi novamente frustrada a tentativa dos sindicatos que compõem o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) de negociar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2019) em termos justos que mantenha os direitos e conquistas dos trabalhadores.

Na 6ª rodada de negociações entre a Eletrobras e o CNE, realizada dia 18 de junho no Rio de Janeiro, a empresa manteve sua proposta que não contempla as aspirações dos trabalhadores. A empresa insiste em retirar do ACT a cláusula de garantia contra a demissão em massa, e alterar outras para excluir os sindicatos de participar das discussões para alterações das Normas Internas.

Além disso, o ataque da Eletrobras à organização dos trabalhadores é notório. As alterações propostas pela empresa reduzem o número atual de dirigentes liberados para o exercício de atividades sindicais, e causam o estrangulamento financeiro das entidades com restrições aos descontos de mensalidades dos associados em folha de pagamento.  

Quanto aos aspectos financeiros da proposta, o reajuste salarial oferecido pela Eletrobras sequer repõe as perdas inflacionárias, além de reduzir ou limitar benefícios existentes. Na avaliação do CNE e também dos Sindicatos da Intersul, não resta aos trabalhadores nenhuma alternativa, a não ser a mobilização e entrada em greve por tempo indeterminado. A greve, com inicio previsto para 1º de julho de 2019 será deliberada em assembleias extraordinárias a se realizar nos dias 24 e 25 de junho em todo o Brasil.

Até o início da greve, o CNE espera que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) intervenha em face do pedido de mediação da negociação já efetuado pelo CNE. Os sindicatos da Intersul conclamam os trabalhadores a participar das assembleias e se unirem na defesa de seus direitos, benefícios conquistados e condições dignas de trabalho.

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