Apagão no Oeste

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Tornado derruba linha de transmissão de empresa privada, gera apagão no Meio Oeste e deputados culpam Celesc com informações erradas

Na última sexta-feira, dia 28, uma forte tempestade e um tornado atingiram cidades da região meio Oeste de Santa Catarina, causando grande destruição e derrubando cinco torres de transmissão da empresa Evoltz. Como consequência da queda das torres, a subestação da Celesc em Videira foi atingida, provocando um colapso no sistema que deixou grande parte da população sem energia elétrica.

Segundo informações da Celesc, o sistema elétrico que alimenta o meio-oeste catarinense foi totalmente reestabelecido na noite desta terça-feira, dia 01 de junho. “Exatamente às 22h17, as linhas de transmissão que partem da Subestação de 230kV da empresa transmissora foram energizadas. A partir dela, as linhas de 138kV da Celesc receberam a carga de energia para abastecerem as subestações que atendem o sistema elétrico da região. Antes da meia-noite, todas as subestações da Celesc estavam energizadas e, gradualmente, as redes de energia dos municípios que ainda estavam sem luz foram sendo restabelecidas”.

Infelizmente, o desastre natural novamente foi utilizado para atacar a Celesc e seus trabalhadores, além de fomentar ataques ao Governo do Estado utilizando a estatal. Enquanto os celesquianos se esforçavam e se arriscavam para recompor o sistema elétrico e retomar o abastecimento de energia ao povo catarinense, deputados escolheram criticar a Celesc, induzindo a opinião pública a fazer coro com defensores da privatização da empresa.

O líder do MDB na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), Deputado Valdir Cobalchini, criticou o que chamou de “omissão da Celesc”. Segundo Cobalchini, “a Celesc, a maior estatal catarinense, não pode ficar trabalhando em “home office”. Na emergência, toda a diretoria deveria estar em Caçador e região para levar solidariedade e agilizar a recuperação do sistema de distribuição de energia”.

A crítica, direcionada à Diretoria da empresa, é compreensível, uma vez que, novamente, a direção omite-se a prestar informações sobre a situação, sobre suas responsabilidades e sobre o esforço dos seus trabalhadores. “Um absurdo o que está acontecendo, depois privatizam e perguntam o porquê! Do jeito que está, não pode ficar, exigimos um mínimo de respeito”, insistiu Cobalchini, sem deixar claro que o problema era de responsabilidade de uma empresa privada e que, mesmo assim, a Celesc colocou equipes à disposição em tempo integral para atender a sociedade e auxiliar na recomposição do Sistema.

A crítica de Cobalchini atinge os trabalhadores e passa a infeliz ideia de que os celesquianos não estão atendendo a população com qualidade e responsabilidade, abrindo espaço para que defensores da privatização atuem de forma oportunista. Após a crítica do deputado mdbista, Nilso Berlanda atacou a Celesc, dizendo que a empresa é a “que pior atende o catarinense”.

Milton Hobus (PSD), afirmou que a situação demonstra a “fragilidade da empresa pública Celesc”. Ivan Naatz (PL) chegou a publicar carta à população criticando a empresa. Situações como esta demonstram a irracionalidade dos ataques contra as empresas públicas e a facilidade com que um discurso mentiroso de maior eficiência de empresas privadas se espalha.

Em nenhum momento os Deputados comentam que a responsabilidade pelo reparo da rede de transmissão é de uma empresa privada. É mais fácil atacar a empresa pública. Em novembro de 2020, um problema em uma subestação de uma empresa privada no Amapá levou à dois blackouts e deixou a população 22 dias com rodízio de energia.

A situação foi idêntica: a responsabilidade era da empresa privada, mas as críticas foram direcionadas à Eletronorte, empresa pública que colocou seus trabalhadores à disposição e resolveu o problema. Outra fala dos deputados tenta jogar para a Celesc a responsabilidade por não haver uma “linha alternativa” para atender os municípios na contingência.

Conforme relatado no Boletim do Conselheiro nº 157, a rede citada foi destruída durante o Ciclone Bomba e a Celesc já iniciou o processo de reconstrução da mesma, mas teve atrasos por conta da pandemia. “Nesse ponto, é importante destacar que a rede danificada em Tangará era de uma linha de distribuição em 138kV, destruída com a passagem de um tornado no ano passado. Em conversa com a Diretoria da Celesc, fui informado que a empresa licitou a obra duas vezes, para que tivéssemos um ganhador no certame.

Ademais, a empresa vencedora aguarda a entrega de materiais à realização dos serviços (em falta por conta da alta dos preços do aço), o que justificaria o atraso nas obras”, diz o boletim. Com o sistema recompostos após grande trabalho dos celesquianos, é fundamental reconhecer a importância da Celesc Pública para a população catarinense.

Ao contrário do que disse o Deputado Nilso Berlanda, a Celesc é exemplo de bom atendimento prestado à sociedade, sendo reconhecida como uma das melhores distribuidoras de energia do Brasil pelos próprios consumidores. A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) sempre foi defensora da Celesc Pública por compreender o papel fundamental da empresa no desenvolvimento social e econômico do Estado. Não é possível que manifestações equivocadas ameacem a maior estatal catarinense, sinônimo de bom serviço prestado ao povo de Santa Catarina

Infelizmente, o desastre natural novamente foi utilizado para atacar a Celesc e seus trabalhadores. Enquanto os celesquianos se esforçavam e se arriscavam para recompor o sistema elétrico e retomar o abastecimento de energia ao povo catarinense, deputados escolheram criticar a Celesc, induzindo a opinião pública a fazer coro com defensores da privatização da empresa.

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