Luta do CNE x Agressividade da Eletrobras Axia
DIREÇÃO DA EMPRESA IMPÕE RETROCESSOS HISTÓRICOS, ENQUANTO AVANÇOS SÓ FORAM GARANTIDOS PELA PRESSÃO E ORGANIZAÇÃO SINDICAL
O processo de construção do Acordo Coletivo de Trabalho na Axia Energia teve início em dezembro de 2025, quando o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), reunido em Brasília, definiu as premissas para a organização da campanha deste ano. Na sequência, as quatro intersindicais que compõem o CNE analisaram a proposta e aprovaram o calendário de mobilização. Como parte desse processo, foi realizada uma pesquisa para ouvir as trabalhadoras e os trabalhadores da empresa, que contou com 1.188 respostas de pessoas distribuídas em todas as regiões do país onde a Axia Energia possui instalações.
A pauta, elaborada pelo CNE no planejamento realizado no final de janeiro e aprovada nas assembleias, contou com 94 cláusulas que refletiam exatamente o desejo da categoria.
Entregue em 13 de fevereiro, começou a ser negociada entre empresa e sindicatos no mês de março. Ao todo, foram seis viagens e nove reuniões entre Rio de Janeiro e Brasília. Só na última rodada, ocorreram quatro reuniões com a Axia, incluindo uma com o diretor de gente, quando todas as tentativas de avanços possíveis foram realizadas. Estava claro que aquele era o limite da negociação e que a proposta possível deveria ser avaliada pela categoria.
O CNE, então, através das suas intersindicais, encaminhou pela aprovação da contraproposta da empresa, com os retrocessos trazidos pela Axia, mas também com os avanços a partir da luta incansável de sindicalistas que estavam à frente do processo.
A Intersul concluiu as assembleias, com aprovação da contraproposta da Axia em todos os sindicatos — à exceção do SENERGISUL, que ainda finalizava seu processo no fechamento desta edição.
Cabe ressaltar que a direção da Axia Energia é a mais agressiva do mercado, no sentido de retirada de direitos das pessoas que trabalham na empresa. A categoria teve retrocessos históricos, fazendo com que esta contraproposta de longe não possa ser chamada de uma boa proposta. Mas todos avanços conquistados, assim o foram a partir da luta sindical e a partir da argumentação incansável de homens e mulheres que se dedicam a esta tarefa importante na luta de classes. Portanto, todos os retrocessos neste Acordo Coletivo, ocorreram pela agressividade mercantil por parte da direção da empresa e de seu Conselho de Administração e cada avanço no Acordo, deve-se ao CNE e, portanto à luta sindical.


