QUINTA RODADA DE NEGOCIAÇÃO DO ACT
A rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027, realizada nesta quarta-feira (26), foi marcada pelo início das discussões sobre as cláusulas financeiras. E a primeira proposta apresentada pela Celesc ficou muito aquém das expectativas da categoria e dos sindicatos que compõem a Intercel.
Para o reajuste salarial, a empresa propôs apenas a reposição do INPC acumulado entre outubro de 2025 e setembro de 2026. A proposta também rejeita o ganho real e o abono de R$ 2 mil reivindicado pelos trabalhadores. Para as demais cláusulas financeiras, a intenção apresentada pela Celesc é seguir a mesma lógica de reajuste pelo INPC.
A Intercel classificou a proposta como insuficiente e inaceitável, destacando que, diante dos resultados apresentados pela Celesc e do esforço dos trabalhadores para garantir o desempenho da empresa, seria necessário avançar na valorização da categoria. Os sindicatos reforçaram que a proposta apresentada nesta quarta-feira não pode ser considerada definitiva e precisa avançar.
Auxílio-alimentação também fica apenas no INPC Na cláusula do auxílio-alimentação, inicialmente a empresa propôs reajustar pelo INPC o vale mensal e o vale de Natal e, após argumentações da Intercel de que apenas o repasse da inflação era insuficiente, apresentou proposta de aumento para R$ 65,00 por dia, totalizando R$ 1.950,00. O vale de Natal passaria para R$ 2.600 e no vale de janeiro, não haveria reajuste, sendo mantido em R$ 1.500.
Também foram apresentadas propostas de reajuste pelo INPC para o auxílio-estudante, adicional de linha viva, auxílio-babá/creche, auxílio a
empregados com deficiência ou com dependentes com deficiência, auxílio-funeral, benefício mínimo à aposentadoria e adicional de penosidade.
A avaliação da Intercel é que não basta repor a inflação. A categoria precisa de valorização, especialmente diante das perdas acumuladas e da contribuição dos trabalhadores para os bons resultados da companhia.
Anuênio continua sendo negado
Outro ponto de forte divergência foi a cláusula do anuênio. A Celesc manteve a negativa, alegando que a concessão teria impacto financeiro elevado e que não foi encontrado um cenário considerado viável pela empresa.
A Intercel também destacou que a ausência do benefício gera desigualdade entre trabalhadores que exercem atividades semelhantes e que a concessão não pode ser utilizada como obstáculo ou moeda de troca em relação ao Plano de Cargos e Salários.
Amanhã é dia de pressionar por avanço Ao final da reunião, os sindicatos da Intercel foram enfáticos: as propostas financeiras apresentadas pela Celesc precisam melhorar.
A negociação continua nesta quinta-feira (27), e a expectativa é de que a empresa avance na sua proposta de reajuste salarial e nas demais cláusulas econômicas.
A Intercel segue mobilizada e reforça a importância de a categoria permanecer atenta e unida.
A reposição da inflação é o mínimo, apenas para abrir a conversa. Não é o ponto final.
Pauta de 26/08/2026:
CLÁUSULA 52ª – PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS, SALÁRIO INICIAL E ANUÊNIO: Concede.
CLÁUSULA 55ª – ANUÊNIO: Negada.
CLÁUSULA 51ª – SALÁRIO INICIAL: Mantém redação do ACT vigente.
CLÁUSULA 63ª – ADICIONAL PARA ATENDENTE COMERCIAL: Negada.
CLÁUSULA 67ª – ADICIONAL DE COMBATE A PERDAS: Negada.
CLÁUSULA 4ª – REAJUSTE SALARIAL: Retorna.
CLÁUSULA 5ª – AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO: Retorna.
Cláusulas de rodadas anteriores que retornaram:
CLÁUSULA 8ª – AUXÍLIO-ENFERMIDADE: Concede com alteração na redação.
CLÁUSULA 18ª – LICENÇA PRÊMIO: Não concede. Altera a redação.
CLÁUSULA 26ª – COMISSÃO DE RECURSOS HUMANOS: Mantém.
CLÁUSULA 24ª – ACESSIBILIDADE: Concede com alteração da redação.
CLÁUSULA 21ª – POLÍTICA DE SEGURANÇA, SAÚDE E MEDICINA DO TRABALHO E CIPA: Retorna.


