Sinergia participa de seminário sobre crise climática e trabalho seguro

Evento que debateu os impactos da crise climática sobre a classe trabalhadora mostrou que o trabalhador que atende a população está completamente desprotegido

O Sinergia participou entre os dias 15 e 17 de julho, em Porto Alegre, do Seminário Crise Climática, Serviços Públicos e Trabalho Seguro. O evento reuniu sindicatos de todo o País e especialistas para debater os impactos da crise climática sobre os trabalhadores e os serviços públicos. Um dos destaques é a troca de experiências com dirigentes sindicais do Rio Grande do Sul, que compartilharam os desafios enfrentados durante as enchentes de 2024. O encontro abordou temas como justiça climática, transição justa, saúde e segurança no trabalho, negociação coletiva e elaboração de planos de preparação, prevenção e respostas a emergências. De acordo com a dirigente do Sinergia, Cecy Marimon, esse debate “é fundamental para a categoria eletricitária pois, em eventos climáticos extremos, aumentam os riscos da atividade laboral e reforçam a necessidade de investimentos em prevenção, segurança no trabalho e fortalecimento dos serviços públicos de energia”.

Cecy relata que o evento foi promovido pela Internacional de Serviços Públicos (ISP Brasil) e tem como objetivo “construir propostas que contribuam para a preparação das entidades sindicais e dos serviços públicos frente ao aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos”. Outro tema discutido foi a necessidade de incluir a preparação para eventos climáticos nas negociações coletivas, estabelecendo protocolos de emergência, medidas de proteção aos trabalhadores, planos de contingência, investimentos em infraestrutura resiliente e ações voltadas à saúde física e mental das categorias expostas aos riscos decorrentes das mudanças climáticas.

“A crise climática foi vista por muitos anos apenas no aspecto ambiental. Nós precisamos compreender esse problema hoje como algo que afeta a toda a classe trabalhadora e precisamos incluir essa questão nos dispostivos dos Acordos Coletivos. O trabalhador que atende a população está totalmente desprotegido”, afirma Caroline Borba, também dirigente do Sinergia. Além das palestras sobre o tema, foram realizadas oficinas para captar as demandas das categorias frente aos eventos climáticos extremos, além de buscar subsídios para implantação de um plano de atuação sindical para prevenção, preparação para atuação durante e após eventuais catástrofes socioambientais. A sistematização do seminário, incluindo o resultado das oficinas, será disponibilizado pela ISP às entidades participantes.

Sobre a ISP

A Internacional de Serviços Públicos (ISP) é uma federação sindical mundial que reúne sindicatos de trabalhadores dos serviços públicos para fortalecer a defesa dos direitos da classe trabalhadora e promover a solidariedade internacional. Fundada em 1907, a organização nasceu com o objetivo de conectar as lutas dos trabalhadores em diferentes países e, atualmente, atua em todos os continentes por meio de escritórios regionais. Com sede em Ferney-Voltaire, na França, a ISP representa 700 sindicatos filiados, presentes em 154 países, reunindo cerca de 30 milhões de trabalhadores. Entre suas principais bandeiras estão a defesa dos serviços públicos de qualidade, da negociação coletiva, da democracia, dos direitos trabalhistas e do combate às privatizações e à precarização do trabalho.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.