AXS, mais uma vez, nega avanços aos trabalhadores

Alegação de situação financeira difícil não condiz com a realidade

O Sinergia e a AXS se reuniram na quinta- -feira, dia 2, para debater três itens do Acordo Coletivo: A possibilidade de reajuste no vale-alimentação e a implantação do vale-cultura e a participação nos lucros. Durante a reunião, a empresa relatou insatisfação com o fato de ter de responder a uma denúncia do sindicato no Ministério Público do Trabalho, em função da demissão em massa de mais de 50 trabalhadores, realocando em outra empresa do grupo, não submetida ao ACT vigente.

O argumento utilizado para negar o avanço das três cláusulas é, novamente, o mesmo: A suposta situação econômica difícil pela qual passa a AXS. O argumento é utilizado desde o primeiro ano que o Sinergia negocia o Acordo, em 2021. Na visão do sindicato, a tese é infundada, já que o balanço financeiro de 2025 da AXS mostra que a empresa apresenta uma saúde operacional robusta, com EBITDA de R$ 11,9 milhões e margem EBITDA de 62,1%. Além disso, a empresa mantém um fundo de liquidez de R$ 3,76 milhões (Nota 4), que serve como garantia para o serviço da dívida. Isso demonstra uma gestão de caixa conservadora e com folga. A AXS Energia é uma empresa altamente rentável operacionalmente (Margem EBITDA de 62%) e em plena expansão. A negativa parece ser uma escolha de alocação de capital (priorizar o pagamento de dívidas e expansão de usinas) em detrimento de valorizar as pessoas trabalhadoras – quem constrói o lucro -, e não uma impossibilidade financeira.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.